06 Novembro, 2009

... o Rio de Janeiro continua lindo....

Depois de passar um feriado muito desencanado no Rio de Janeiro, percebi que nunca coloco por aqui dicas de viagem e é algo que sempre interessa quem está indo para o mesmo destino. Não só dicas do que ver, fazer, onde comer, mas também como chegar lá, como não gastar muito (parte muuuito importante), entre outras informações.
Pra mim, o planejamento da viagem é parte muuuuito importante dela. Eu sou extremamente metódica em relação a isso. Aliás, eu sou bem metódica pra bastante coisa e é por isso que meu babe e minha irmã me chamam de Mônica Geller, rs! No caso dessa última viagem não tive tempo pra planejar praticamente nada, mas... vamos aos fatos:

- Você já foi ao RJ? Dá até vergonha ser paulista e nunca ter colocado os pés numa cidade que o mundo inteiro vem visitar e fica relativamente próxima a Sampa. O Rio vale a pena não só se você curte praia, mas se você também gosta de cultura e história e é exatamente aí que entra a primeira pergunta do planejamento: quais são seus objetivos e quantos dias você tem? É possível passar uma semana lá e ainda ter coisa pra ver, então é importante ter seu foco em mente, que, no nosso caso, incluía visitar praias e alguns pontos turísticos bem básicos, além de passear pelo Centro.

- Hotel. Obviamente há centenas de opções para todos os bolsos. Como sempre optamos pela categoria super econômica, decidimos que ficaríamos num albergue e que teria que ser bem localizado pra não gastarmos mto com transporte. O albergue foi bem fácil e já fomos direto porque eu já tinha lido sobre ele numa matéria da Folha de S. Paulo. Preço bem acessível (R$ 40 por noite), café da manhã bom (se considerarmos que era um albergue, ok!), banheiro dentro do quarto e um quarto feminino com seis camas.
O quarto acho que foi a pior parte, porque estava com um cheirinho meio desagradável quando chegamos, mas deixamos as janelas abertas e melhorou. Ponto muito negativo: sem ventilador e um ar-condicionado que aparentemente não funcionava... ainda bem que o calor foi tranqüilo à noite. Outro ponto negativo é que o hotel tem quatro andares e não tem elevador, ou seja, mochileiros com malas pesadas de rodinha sofrem um pouco com isso.
Ponto positivo: basicamente um público jovem e muitos gringos do mundo todo. Além disso, o último andar do hotel tem um bar e uma micro-piscininha, então todo mundo que ta hospedado acaba indo lá pra cima antes de ir pra balada e aí você pode fazer muitos amigos e praticar o inglês. O hotel está a cinco minutos da praia, muitos ônibus passam naquela rua ou na paralela e o metrô está a 10 minutos.
Hotel – Stone of a Beach http://www.stoneofabeach.com.br/

- Chegando lá. Vôos para o Rio são relativamente baratos (saindo de SP), mas decidimos ir de ônibus porque a viagem não é tão longa, é mais barato que de avião e não tinha mais boas opções de horário de vôo. Saímos do ABC, mas para quem sai de SP parece que tem ônibus a cada meia hora!!! Na ida, encaramos um pouco de trânsito (viajamos pela manhã); mas a volta foi super tranqüila: saímos 23h30 na segunda e cheguei em casa 5h30. O ônibus é bem confortável, dá pra dormir numa boa a viagem toda. As passagens custaram cerca de R$ 65 cada trecho.
Atenção! Não pegue táxi na rodoviária porque eles cobram um preço fechado de acordo com o bairro que você vai e obviamente é um valor bem mais alto do que seria cobrado com o taxímetro rodando. Andar de ônibus pelo Rio é bastante fácil e da rodoviária tem ônibus que levam a estações de metrô.

- Praia. Ficamos mesmo em Copacabana, ali perto do hotel e, apesar de ser feriado e ter tido Parada Gay, a praia estava tranqüila. Não vou dizer que é melhor ou pior porque nesse caso não tenho nenhum parâmetro de comparação.


- Pão de Açúcar. Super fácil de chegar de ônibus e estava perto do nosso hotel (menos de 10 minutos com o busão). Gastamos uma meia hora na fila pra comprar ingressos (que custam R$ 44), mas valeu a pena. A vista é super bacana, dá pra ver o Cristo pequenininho, tem uns macaquinhos andando por ali, mas é basicamente isso. Se não decepcionou, não surpreendeu. Para quem é fã de esportes e natureza, há a opção de subir praticando o montanhismo. Para essas pessoas, uma salva de palmas porque o negócio é alto pra cacete. Lá em cima (nas duas paradas) tem umas lanchonetes e lojinhas de lembrancinhas... tudo bem carinho.
Mais informações no site: http://www.bondinho.com.br/




- Cristo Redentor.
Pode ser sincera? Pelo trabalho que deu, não valeu muito a pena. Acho que todo mundo tem que subir uma vez pra pelo menos saber como é, mas eu não subiria de novo. Pegamos uma fila gigante pra comprar os ingressos, que custam R$ 36 por pessoa. (pequeno parênteses aqui: fomos com nossas amigas de quarto, uma holandesa e uma alemã. Ao ver a fila, elas viram e falam pra gente: por que é que a gente não “suborna” umas pessoas que estão lá na frente pra elas comprarem ingresso pra gente?” E depois ainda tenho que aturar essa de jeitinho brasileiro...ahahah). Depois de mais ou menos uma hora na fila pra comprar, esperamos mais uma hora pra embarcar no trenzinho e mais 20 minutos pra chegar lá em cima. A vista é realmente muito linda, dá pra ver o Maracanã, a baía de Guanabara, as praias... mas é aquela coisa, tem um zilhão de pessoas querendo tirar foto de braços abertos e, depois de cinco minutos apreciando a vista e fotografando, você quer descer. E aí começa outra maratona: esperamos mais uns 40 minutos pra pegar o trenzinho de novo. Resumindo: pra ver o Cristo, você gasta uma manhã ou uma tarde todinha. Talvez fora de temporada e durante a semana seja mais tranqüilo, mas me deu um aperto no coração gastar minha tarde assim qd poderia estar tomando uma cervejinha na praia.
Mais info: http://www.corcovado.com.br/index_por.html


- Noite. Todo mundo vai pra Lapa e quando eu digo todo mundo, eu quero dizer todo mundo meeeesmo. É o bairro boêmio (dá pra chegar de metrô, super tranqüilo). Me parece que lá rolam muitas baladinhas de samba, mas fomos só num botequinho tomar nossa cerveja e foi bem agradável. Voltamos de táxi, super sossegado também.

- Centro. Bom, eu não tenho culpa se sou super chata e adoro umas coisas históricas, né? O centro é super acessível de metrô e ônibus e eu realmente acho que vale o passeio. Entramos no Museu de Belas Artes (muito legal mesmo!) (http://www.mnba.gov.br/abertura/abertura.htm) e caminhamos por ali. O Teatro Municipal (http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/) é divino (me apaixonei) e parece que rolam visitas, mas não aos domingos, que foi o dia que fomos. Além disso tem a super tradicional Confeitaria Colombo (http://www.confeitariacolombo.com.br/) , que infelizmente também estava fechada. Como estava chovendo e era um domingo, a região estava meio vazia demais e fiquei um pouco preocupada, mas deu tudo certo.


- E se chover? Dizem que paulista adora shopping, mas não temos culpa que a cidade não tem praia, né? Por ta também tem boas opções de shopping, fomos no do Leblon e íamos até pegar um cineminha, mas não rolou. Assim como por aqui temos as megastores Saraiva, lá eles têm a Livraria da Travessa que é muuuuito mais charmosa. http://www.travessa.com.br/wpgNossasLojas.aspx

Ufa, acho que é isso.... no mais, o Rio de Janeiro continua mesmo lindo! =)

29 Outubro, 2009

Minha dica de hoje é...

Tava pensando em tudo que falei de Sampa há alguns dias e achei que deveria escrever alguns posts às vezes contando coisas, lugares bacanas da cidade pra conhecer, gastar um tempo, se divertir, aprender. Não sei se esse é um post pontual ou se vou colocar uma dica semanal, quinzenal, quando der na telha... bom, vamos à dica:

Biblioteca Francisco Umbral

Para quem estuda, estudou, pretende estudar espanhol, essa biblioteca é imperdível. Para quem não gosta do idioma também o é, porque com certeza vai te fazer mudar de ideia. Tenho passado lá uma vez por semana para buscar uns livros que uso nas aulas e apesar de ser sempre com pressa (pq vou antes da pós e aí acabo chegando atrasada na aula), eu SEMPRE fico mais, olhando, olhando...
Não vá esperando uma biblioteca gigantesca porque não é. Mas lá dá pra encontrar muita coisa não só sobre literatura, mas também sobre cultura espanhola e latino-americana. São centenas de livros de poesia, romances, gramática, dicionários, jornais (sempre tem o do dia!), cds, revistas (incluindo quadrinhos), filmes e o que mais você imaginar. Apesar de não ser super grande, o espaço é bem charmoso, tem umas mesas pra você passar horas lendo, tem tevê e dvd pra assistir aos filmes lá mesmo e tem rádios para escutar os cds.
A biblioteca é aberta ao público, mas para alugar livros/cds/dvds é preciso ter a carteirinha, que custa R$ 10 para estudantes (inclusive de pós) e R$ 20 para outros interessados. A biblioteca fica no finalzinho da Paulista, pertinho da Consolação. Super fácil de chegar de metrô!
E pra aproveitar a onda, já recomendo algumas coisas que você pode encontrar lá: livrinhos da Mafalda, o livro "O Paraíso na Outra Esquina" do Mario Vargas Llosa, o filme "Rudo y Cursi" e o Cd "La vida es un Ratico" do Juanes. Para procurar algo específico na biblioteca, é só acessar esse site!


Bjs

22 Outubro, 2009

Então, né? Tava falando do meu pai outro dia e aí acabei encontrando (através do blog da Renata, amiguinha da minha irmã - será que nunca vou parar de chamar as amigas da minha irmã de amiguinhas?) o "Blog do meu pai". Puxa, me deixou emocionada...

Vou roubar o último post, mas entrem para dar uma olhada que vale a pena.

"estava lendo, e leio sempre, o blog para francisco. e de repente me deu uma certeza: a mãe do francisco olha para a frente. ela tem a dor, a falta, a saudade, mas tem o francisco, e a vida anda para frente.

e como a vida anda para frente, cada vez que eu olho para meu pai, ele tá mais distante. cada olhar para meu pai é um olhar para o passado. mesmo que este meu pai esteja em mim, under my skin, o olhar para ele é o olhar de quem se afasta. porque a vida anda para a frente. e nossos mortos, por mais que os amemos, por mais que sejam parte da matéria que nos faz humanos, os nossos mortos não andam conosco".

20 Outubro, 2009

São Paulo: relação de amor e ódio

Faz uns dias que venho ensaiando esse post. Tenho com Sampa uma relação dúbia como poucas na minha vida, de sentimentos extremos – sendo possível senti-los em um único dia. Seguem então duas pequenas listas de motivos que encontro para amar e odiar São Paulo com todo meu coraçãozinho:

Eu simplesmente odeio:


- levar no mínimo uma hora para ir e uma hora e meia para voltar do trabalho. Além de obrigar a acordar quando ainda está escuro, eu perco 2h30 por dia no trânsito, o que dá um total de 12h30 por semana, 50 horas por mês (mais de dois dias!), 600 horas por ano. É quase um mês do ano todo gasto indo de um lado para o outro.
- ver pessoas morando nas ruas, especialmente crianças. Sábado, na fila pra entrar na balada, um menino de uns oito anos veio pedir moedas e ninguém deu. Ele virou e falou: “é, pedir moeda não vira nada mesmo... tem mais é que roubar!”. O que você fala/faz numa situação dessa?
- Poluição. A minha pele, meu cabelo e minha saúde sofrem com isso. E não sou só eu, claro.
- Falta de educação. Óbvio que não é todo mundo, mas me irrita profundamente uns caras sentados no assento reservado pra idoso no ônibus, gente estressada buzinando no trânsito (dá pra perceber que to com trauma de trânsito, neh?rs), gente que não respeita compromissos.
- Uma sensação constante de insegurança. Juro que com isso eu tento não encanar pra não ficar paranóica, mas talvez eu (e td mundo) já esteja sem perceber. Prova disso é que sempre ando com a bolsa agarrada junto ao corpo (mesmo que várias vezes ela esteja aberta, né babe?hahahah), olhar para todos os lados quando paro no farol, nunca andar com muito dinheiro, etc.
- O preço abusivo de tudo: pra comer, pra comprar roupa, pra se divertir. Tudo em São Paulo anda bastante caro para o meu bolso.

Ah, como eu amo:


- Estar na maior cidade do país. São Paulo não para nunca: dá pra comer pizza de madrugada, ver filmes alternativos, passear na Paulista domingo e ter zilhões de opções de museus, cinemas, teatros, lojas, restaurantes. Isso sem contar a Mostra Internacional de Cinema que começa nessa sexta! Yupi!
- Também são muitas as opções para quem estudar e não só faculdade. Tem curso de tudo que você puder imaginar, baratos, caros, gratuitos. As bibliotecas, museus, livrarias sempre têm palestras e atividades bem bacanas pra quem ficar mais informado sem gastar.
- São Paulo tem viado, tem traveco, tem japonês (pra cacete), tem negro, tem drag, tem punk, tem emo. Tem gente que veio pra cá porque não teve alternativa e agora não sai daqui de jeito nenhum. E assim a cultura da cidade foi mudando e hoje tem mais nordestino fazendo sushi que japonês, tem árabes que se deliciam com a nossa inigualável pizza, tem coreano ensinando como se joga baseball.
- Tem o Mercado Municipal, onde eu tomo uma cerveja comendo pastel de bacalhau e compro queijo com pistache (isso tem um nome meio chique que eu não faço muita idéia qual seja). E o Mercado Municipal fica do lado da Rua 25 de Março, onde é possível encontrar qualquer tranqueira que você procurar. E tem o Centro, degradado, sujo, fedido, mas lindo de morrer. Sem falar na Catedral da Sé, da Pinacoteca, da Estação da Luz e do maravilhoso Museu do Ipiranga.
- Todos (ou a imensa maioria deles) os shows de bandas gringas acontecem aqui. Eles podem até gostar das praias cariocas, ma o público paulista leva todo mundo à loucura.
- Ir pra pós-graduação e, na Augusta cheia de “casas noturas”, encontrar engravatados estudantes de direito, patricinhas do Mackenzie, bichos-grilo da PUC, prostitutas, trabalhadores cansados, amigos conversando, gente tomando uma gelada nos botecos. E, mais impressionante, ver que aquele mendigo que dorme todas as noites no mesmo lugar, como se aquele espaço público já tivesse se tornado privado e ele estivesse protegido por paredes invisíveis a todos os outros, deitado na sua “cama” lendo uma revista velha como se nada mais existisse e realmente aquilo fizesse muita diferença na vida dele.

09 Outubro, 2009

fitinha k7

Enfim terminei de ler “Love is a Mix Tape”. O quê? Você não sabe o que é “Love is a Mix Tape” ainda?(azar o seu não ter uma irmã inteligente e culta como a minha) Então eu te conto! “Love is a Mix Tape” é um livro de um cara chamado Rob Sheffield, atualmente morador do Brooklyn, colaborador de várias revistas sobre música, como a Rolling Stone, na casa dos 40 anos. Mas além de tudo isso, ele é um viúvo – viuvez que aconteceu quando tinha só vinte e poucos anos. E o livro é exatamente sobre a história dessa relação curta, porém intensa.
Apaixonado por música desde jovem, ele vai contando a história de sua vida desde a infância e cada música/banda que acompanhava aquela época, os hits, os shows, as letras e, é claro, as mix tapes. Essa foi uma das partes que mais me identifiquei porque na adolescência eu era cheia de fitas que ia gravando com músicas que gostava (naquela época eu só tinha Internet discada) e que tocavam na rádio. A fita ficava lá pronta e, quando a música começava, eu apertava o rec. Na maioria das vezes ela ficava pela metade ou aparecia o locutor falando no final ou coisas do tipo. Quando tô mto inspirada, eu pego as fitinhas, começo a ouvir e dou muita, muita risada.
Bom, aí o livro começa com ele contando de acampamento na pré-adolescência, passa pros amores frustrados na adolescência, a noite que ele conhece a Renée, o namoro e o posterior casamento deles e a morte dela. Triste, MUITO triste. E aí ele descreve um pouco da vida depois desse acontecimento: como contar para as pessoas que não foram avisadas na época? O que dizer quando alguém que você acaba de conhecer pergunta se você é solteiro ou casado? Como escutar uma música nova e se apaixonar por ela sabendo que o outro nunca terá a oportunidade de ouvi-la?
E tudo isso me fez pensar em um monte de coisas que eu já tinha pensado milhões de vezes, mas sobre as quais eu acho que nunca conversei com ninguém (puxa a cadeira pq a coisa vai ser longa, rs).

Quando você lê o livro, é inevitável ficar com dó do cara: pô, 28 anos e viúvo? Vai ser zicado assim lá na pqp...
... mas, por outro lado, eu pensei que ele também teve um bocado de sorte. Ele viveu durante alguns anos com a pessoa que amava, foi a alguns shows, tiveram suas músicas, suas mix tapes, seu momentos, suas brigas, suas alegrias. Ele conheceu a “verdadeira” Renée e pode contar às pessoas que não a conheceram como ela era e do que gostava – ainda por cima de um ponto de vista de um homem que foi apaixonado por ela!
E aí está o x da questão. Quem lê o blog por aqui sabe que meu pai morreu. E isso já tempo, bastante tempo: quase 16 anos! Ou seja, eu tinha só oito anos quando isso aconteceu. Que a coisa é triste, sem dúvida, sempre vai ser. Ninguém está preparado para perder pessoas tão próximas, acho que mesmo quando elas estão doentes. Se não estão fica ainda mais difícil.
Mas o fato é que desde então é muito difícil falar do meu pai. A garganta trava, a produção de lágrimas atinge níveis altíssimos, o coração dispara e eu simplesmente não consigo. E hoje acho que eu percebo que de certa maneira eu sempre sofri com isso porque eu não sabia muito bem o que dizer dele, afinal, eu não o conhecia de verdade. Pô, com oitos anos não dá pra ter conversas filosóficas com ninguém, né? Claro que me lembro dele e do jeito dele, de coisas que ele fazia e gostava, mas sei também que muitas dessas imagens são fruto de histórias que outras pessoas me contaram. Descobri muito tempo depois que meu pai gostava muito de Madonna e que adorou Cem Anos de Solidão (aliás, meu livro preferido!).
Pra mim é muito difícil ‘apresentar’ alguém que não conheço muito bem. Perco horas pensando como as coisas seriam se ele estivesse aqui: será que a gente se daria bem? Será que ele ia gostar do meu namorado ou sentir ciúme (pelo menos os dois poderiam assistir futebol juntos sem brigar, rs!)? Será que ele ia achar bacana eu ter escolhido ser jornalista ou insistir pra eu fazer algo na área de exatas? Será que ele ia me incentivar a viajar ou até toparia ir comigo? Será que a gente passaria alguns finais de juntos tomando cerveja e falando de cinema ou que só nos encontraríamos às vezes? Será que ele teria ido ao show da Madonna comigo? Será que??? São tantas variáveis, mas uma única certeza: isso não vai acontecer.
Como diz o Rob no livro: “I got more of her than anybody. But still, I wanted more of her….”

Bom feriado por aí! Bjs

(Engraçado como fico semanas sem pensar em absolutamente nada pra pensar e tem posts que surgem inteirinhos do nada. Esse foi um deles, martelando minha cabeça há dias!)